Novemblack - Educativo MMGV

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01/Nov/2020 a 30/Nov/2020
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Novemblack – Educativo MMGV

1 novembro - 30 novembro

Atentos à importância e à necessidade dos debates étnico-raciais para a educação museal, bem como ao combate ao racismo que tanto maltrata e emperra nossa sociedade, o setor Educativo do Memorial Minas Gerais Vale criou e desenvolve, em constante construção e reconstrução desde 2013, o projeto Africanidades e Memória. Essa pauta se faz presente em nossas ações, porém, com maior presença no mês de novembro, que traz o marco temporal do dia 20, em que se celebra a memória de Zumbi dos Palmares, personalidade símbolo da luta e resistência contra a escravidão no Brasil, com referência à data em que teria sido assassinado.

Assim, o setor Educativo, a partir do projeto Africanidades e Memória, cria vários desdobramentos, sempre pautados na diversidade, no encontro, na troca de saberes e no enaltecimento de trajetórias de vida. Portanto, para o ano de 2020, a fim de dar prosseguimento às celebrações e lutas do povo negro, produzimos uma série de eventos online, aos quais o Educativo dá o nome de Novemblack, marcando presença nas redes sociais do MMGV. A temática estará presente em ações contínuas ao longo dos meses, durante todo o ano e além. Afinal, o debate étnico-racial, a luta e a resistência contra o racismo devem ser pauta constante no fazer museal e em todos os espaços sociais. Sigamos firmes e celebrantes!

#vidasnegrasimportam

 

LIVES

Para o mês de novembro, o Educativo realizará uma série de lives com o objetivo de privilegiar a beleza e a valorização das conquistas que permeiam as trajetórias de vida de pessoas negras em diversas áreas e os possíveis atravessamentos em suas histórias pelas questões raciais. Acreditamos que essa proposta é uma forma dinâmica e moderna de trazer o debate racial e o protagonismo negro à tona.

A mediação será feita pelos educadores do MMGV, Henrique Bedetti e Angelo Dias.

  • Live 1 – Artes Visuais, com Dri Santana 
    Dia 09/11, das 17h às 18h.

    Dri Santana é artista visual, ilustradora e educadora. É mestre em Educação pela FAE/UFMG e cursou Artes Gráficas e Licenciatura na EBA/UFMG. Em seus trabalhos busca dialogar com poéticas inspiradas em sua ancestralidade, com as relações étnico-raciais e as culturas afro-brasileira e africana.

  • Live 2 – História de Belo Horizonte, com Pe. Mauro Luiz da Silva e a historiadora Josemeire Alves
    Dia 16/11, das 17 às 18h.

    Padre Mauro Luiz da Silva (53 anos) cursa doutorado e é mestre em Ciências Sociais. Tem especialização em Psicopedagogia, sendo graduado em Teologia e Filosofia pela PUC Minas e em História e Tutela do Patrimônio Cultural pela Universidade de Pádua/Itália. Atualmente é diretor e curador do Museu dos Quilombos e Favelas Urbanos – Muquifu e coordenador do Projeto de Pesquisa e Centro de Documentação NegriCidade, que busca resgatar os afro-patrimônios da capital mineira. É pároco da Paróquia Jesus Missionário, em Belo Horizonte. Tem experiência em Arte e Museologia Social. Atua no projeto “Interrogando a educação das relações étnico-raciais no Brasil: experiências com Améfrica Ladina”, vinculado à iniciativa para a erradicação do racismo na Educação Superior da Cátedra Unesco – Educação Superior: Povos Indígenas e Afrodescendentes na América Latina.

    Josemeire Alves é doutora em História Social e mestra em História pela UNICAMP. Licenciada em História pela UFMG. Cocuradora das exposições NDÊ! Trajetórias Afro-Brasileiras em Belo Horizonte (Museu Histórico Abílio Barreto, 2018) e Palácio da Liberdade, Leituras Negras (Iepha-MG, 2019). Atua como pesquisadora, professora e gestora cultural. Pesquisa temas relacionados às experiências de liberdade de pessoas negras, nos séculos XIX e XX, história das cidades, memória social, epistemologia e representações sociais.

  • Live 3 – Corpo Negro e Dança, com Evandro Passos e Júnia Bertolino
    Dia 23/11, das 17h às 18h.

    Evandro Passos é graduado em Comunicação pela UFMG, Pós-Graduado em Estudos Afro-Brasileiros e Africanos pela PUC-Minas, Mestre em Artes Cênicas pela UNESP, Pesquisador em Danças de Matrizes Africanas.

    Júnia Bertolino é arte educadora, bailarina afro, capoeirista, terapeuta em Constelação familiar, reikiana. Além disso, é  produtora cultural, jornalista e antropóloga. Também professora da área de dança e patrimônio cultural da Escola Livre de Artes – Arena da Cultura. É idealizadora do Prêmio Zumbi de Cultura (na sua XI edição) realizado pela Cia Baobá  Minas onde é fundadora e diretora. Há mais  de  20  anos  atua em Belo Horizonte/MG  com  corporeidades africanas e afro brasileiras  em diversos espaços  como quilombos,  centros  culturais, universidades  e comunidades. A cia Baobá Minas foi  fundada em 1999  pela  bailarina, onde  discuti as  diversas formas  do  negro  estar na  sua comunidade, no  Brasil e no  mundo  com  suas  corporeidades, visando a   valorização  da  cultura popular  brasileira, sobretudo, o  negro no cenário artístico.

  • Live 4 – Moda e Estética Afro, com Énia Dara Medina e Lívia Teodoro
    Dia 30/11, das 17h às 18h.

Énia Dara é estilista, proprietária da Grife Énia Dara e sócia/fundadora da Feira Ébano. Iniciou sua jornada no afroempreendedorismo e na Moda Afro em 2013 encontrando muitos desafios, mas abrindo grandes caminhos, reacendendo a cultura do Turbante em Minas Gerais e protagonizando eventos afros na capital e região. Atualmente está comprometida com o empoderamento estético através de suas coroas e em seu canal leva para pessoas negras o diálogo sobre autoestima e autodesenvolvimento.

Lívia Teodoro, 29 anos, é mineira, mãe e bissexual. Consultora especializada em raça e gênero, leva a empresas e projetos a visão racializada de uma mulher negra e ativista, para construir espaços com bases do relacionamento racial. Também é influenciadora digital e propõe nas redes sociais debates importantes, como discutir local de fala, a desromantização da maternidade solo e os desafios de ser uma mulher negra não-heterossexual nos dias de hoje.

Todas as Lives acontecem no YouTube do Memorial e você pode acessá-lo clicando aqui.

 

PROGRAMAÇÃO

Além das Lives, o Educativo MMGV também preparou conteúdos para a programação especial do Mês da Consciência Negra:

  • Oficina Bonecas Negras, com Nanci Lourdes
    Dia 22/11, às 10h.

    As bonecas existem desde a pré-história e eram utilizadas como objetos sagrados. Na Grécia antiga, eram oferecidas às deusas na época do casamento de um casal, na esperança de que este gerasse filhos. Entre os romanos, eram dadas de presente nas festas do deus Saturno (símbolo do tempo). No século XVIII, com a industrialização, as bonecas se popularizaram como brinquedos infantis. A representatividade de uma corporeidade com fenótipo negro, aliada à cultura afro-brasileira, é fundamental para o povo preto. Sintetiza as tradições e os costumes das diversas etnias africanas trazidas nos navios tumbeiros. Desperta diversos sentidos e sentimentos em quem a constrói em cada detalhe. A boneca negra batizada por Nanci de Erê possibilita toda essa construção cultural e preserva, em forma de escultura, um pouco da história de um povo que carrega no peito a alegria de uma criança.  Confeccionada com jornal, desperta a atenção e os cuidados que devemos ter com o meio ambiente, “nossa mãe Terra” tão sagrada para nossos ancestrais africanos e para todo o planeta.

  • Meu Baobá
    Dia 29/11, às 10h.

    Você já ouviu falar de uma árvore chamada embondeiro? Conhecida como árvore da vida ou árvore do conhecimento, ela é também chamada de baobá. E que tal poder ter uma miniversão dela com você?

    Por meio de um vídeo apresentado de forma lúdica, o Educativo do Memorial Minas Gerais Vale convida as crianças a conhecerem um pouco da história dessa curiosa árvore, tão simbólica na cultura africana e afro-brasileira, e a soltarem a criatividade para montar sua versão de um minibaobá que será disponibilizado para download nas redes do Memorial.

  • Sementes da Diáspora
    Toda quarta-feira, às 11h.

    Iniciada em 2019, a ação, idealizada pela educadora Mell, consiste numa instalação chamada Sementes da Diáspora. Cards com sementes de plantas africanas estampando a imagem e a biografia de uma personalidade negra (que acreditamos que precisa ser reconhecida e valorizada por todos nos nossos processos históricos) eram dispostos no nosso baobá, no qual o visitante poderia “colher” essas sementes e refletir a partir dessa provocação que lança luz aos diversos protagonismos negros apagados, embranquecidos e muitas vezes exoticizado pela historiografia tradicional. Hoje, nesses tempos de distanciamento, compartilhamos os frutos desse lindo projeto que agora ganha novo formato e outros alcances a partir das redes sociais.

  • Dicas Pretas
    Toda sexta-feira, às 10h.

    Ação de divulgação, a partir de pílulas, com dicas de livros, filmes etc. com temática étnico-racial e produzida por pessoas negras, dando um destaque para produções literárias destinadas ao público infantil.

Detalhes

Início:
1 novembro
Final:
30 novembro
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