Calendário memorável

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Associando datas comemorativas a temáticas do Memorial, construímos o “Calendário Datas Memoráveis”.

A intenção é ampliar as discussões, reflexões e fazeres a partir do nosso acervo, sendo um material de apoio inspirador para a prática em sala de aula.

Janeiro

06 – Dia de Reis
Encerram-se as festividades da Folia de Reis que se iniciam no Natal. É uma festa de caráter popular que recupera o percurso mítico dos Três Reis Magos. Mas, afinal, o que significa “festa”? Regozijo? Celebração? Dia Santo? Em Minas, o ato de celebrar está vinculado, sobretudo, à tradição, à força da comunidade, das mulheres, da dança, da religião. O que faz uma tradição não morrer? Converse com seus alunos. Sugestão de salas: Vale do Jequitinhonha, Celebrações, Fazenda Mineira e O Povo Mineiro.
08 – Dia do fotógrafo
Fotógrafo, Lambe-Lambe... Hoje em dia todos têm o hábito de fotografar... E então, quanto vale uma fotografia? Ou melhor, o que vale uma fotografia? O que nos diz uma fotografia? E o que não nos diz? É documento? É memória? É o “congelamento” de um tempo, uma emoção? Converse com seus alunos. Sugestão de salas: Sebastião Salgado, A Família Mineira e Café Temático.
30 – Dia da saudade
Dizem que a palavra “saudade” só existe na língua portuguesa e que surgiu na época do descobrimento do Brasil, da tamanha solidão vivenciada pelos portugueses que se viam em uma terra estranha. Os negros que vinham para o Brasil, enquanto força de trabalho, sentiam uma “saudade” particular, conhecida como banzo. O que leva uma pessoa a sair de seu local de origem para uma terra estranha? Converse com seus alunos. Sugestão de salas: Vale do Jequitinhonha, O Povo Mineiro.

Fevereiro

24 – Promulgação da primeira constituição republicana
A Proclamação da República ocorreu no dia 15 de novembro de 1889. Entretanto, a primeira Constituição Republicana veio apenas em 1891, que resultou na passagem do Império para República. Qual o significado desta Constituição? 122 anos depois ainda há resquícios deste documento nos nossos dias atuais? Converse com seus alunos. Sugestão de salas: Inconfidência Mineira, Vilas Mineiras, História de Belo Horizonte e Guimarães Rosa.
28 – Carnaval
Não se sabe, de fato, a origem desta festa. Alguns a associam às festividades em honra à deusa romana Isis, que aconteciam no dia 5 de março. Outros acreditam que esta festa surge no século XII em virtude da quaresma e a associam à proibição da carne (carne levamine). Pagã ou cristã, qual o significado desta festa hoje? Como é o carnaval na sua cidade? Converse com seus alunos. Sugestão de sala: Vilas Mineiras, Casa da Ópera, Belo Horizonte e Celebrações.

Março

08 – Dia internacional da mulher
Data criada no início do século XX e esquecida por mais de cinquenta anos, somente em 1975 foi oficializada pelo ONU. Tem como objetivo suscitar discussões sobre o papel da mulher na sociedade atual, buscando diminuir o preconceito e a desvalorização. Mas como pensar a situação? Que mulher: Cidadã? Mãe? Estrangeira? Sagrada? Escrava? Profana? Questões diferentes se colocam. Que lugar é esse que a mulher ocupa? Converse com seus alunos. Sugestão de salas: Vilas Mineiras, Vale do Jequitinhonha, O Povo Mineiro e Lygia Clark.
21 – Dia internacional contra a discriminação racial
Quase 40 anos após a criação desta data, acredita-se que ela possa se transformar em um convite a se pensar nas tradições e memórias transmitidas pela cultura africana; nas situações cotidianas enfrentadas por crianças, jovens, homens e mulheres que reverberam a mentalidade ainda hoje marcada por preconceitos e visões estereotipadas quando se pensa o negro na nossa sociedade. Converse com seus alunos. Sugestão de salas: O Povo Mineiro, Celebrações e Vale do Jequitinhonha.
27 – Dia do circo
O circo no Brasil chegou através de qual cultura? Europeia? Africana? Indígena? E em qual século? Circo e teatro é a mesma coisa? Que tal pensar os aspectos culturais, políticos, o lazer da elite e da periferia, cultura popular e erudita e os meios de comunicação através dessa arte (e é arte?), que passada de geração em geração é profissão e testemunho. Converse com seus alunos. Sugestão de salas: Casa da Ópera, Celebrações, Vale do Jequitinhonha e Sala de exposições temporárias.

Abril

19 – Dia do índio
Krenak, Maxacali, Xacriabá, Aranã e Kaxixó são nações que existem ainda hoje e que resistiram ao massacre que circundou a colonização portuguesa na região de Minas Gerais a partir do século XVII. Se a língua e a nacionalidade são as bases da identidade nacional, esses povos seriam cidadãos brasileiros? Se vivem no território de Minas Gerais, se reconhecem enquanto mineiros? Como nos relacionamos com essas culturas? Converse com seus alunos. Sugestão de salas: Minas Rupestre, Caminhos e Descaminhos, O Povo Mineiro e A Família Mineira.
21 – Dia de Tiradentes
É certo que a tentativa de criar uma República nas Minas do século XVIII fracassou, mas é mais ou menos certo, também, o legado que a Inconfidência Mineira nos deixou: um mito - Tiradentes, uma bandeira e certamente que na região das Minas o homem tivesse sempre nas mãos a liberdade, como diria Heloísa Starling. Quem são as personagens hoje das “Inconfidências” no Brasil? Afinal, o que é liberdade quando o que está em debate é o comum e não o particular? Converse com seus alunos. Sugestão de Salas: Vilas Mineiras, Panteão da Política Mineira, Guimarães Rosa e Carlos Drummond de Andrade/escritores mineiros.
26 – Dia da primeira missa celebrada no Brasil
Os registros sobre a primeira missa celebrada no Brasil encontram-se na Carta de Pero Vaz de Caminha. Alguns críticos a consideram como primeira obra literária escrita no Brasil; outros, como documento historiográfico. Diante disso, quais os limites entre o discurso histórico e o fictício? Converse com seus alunos. Sugestão de Salas: Caminhos e Descaminhos, A Fazenda Mineira, Panteão da Política Mineira, Guimarães Rosa e Carlos Drummond de Andrade/escritores mineiros.

Maio

01 – Dia mundial do trabalho
Comumente aceito como algo que enobrece o homem, o trabalho nem sempre teve uma adjetivação tão positiva. Alguns acreditam, por exemplo, da sua ligação com um termo latino que destinava um instrumento de tortura, ou outras variações linguísticas como algo que causa dor, até mesmo viagem. De fato, ser viajante no século XVII devia ser um trabalho bastante arriscado. Trabalho também remete ao samba de Wilson Batista, com a letra provocativa: “O bonde de São Januário/leva mais um sócio otário/só eu não vou trabalhar” que durante o Estado Novo, no governo de Getúlio Vargas, foi vítima de censura; também nos remete ao cinema de Humberto Mauro, feito nesta época a pedido de Vargas, com seu cinema educativo e a valorização do trabalho nas telas. Diversas discussões podem ser suscitadas. Formas de trabalho: escravo, operário, intelectual. Formas de trabalho: indígena, africana, europeia. Formas de trabalho: artesanato, arte, literatura. Formas de trabalho... Converse com seus alunos. Sugestão de salas: Caminhos e Descaminhos, O Povo Mineiro, Guimarães Rosa, Carlos Drummond de Andrade/escritores mineiros, A Fazenda Mineira, Vale do Jequitinhonha, Corredor das Artes.
13 – Abolição da escravatura
A abolição da escravatura ocorreu no Brasil no final do século XIX e historicamente a assinatura deste documento carrega questões políticas, econômicas e sociais, como a dificuldade dos negros de se inserirem na sociedade. Ainda hoje, século XXI, os brasileiros negros ainda não estão livres das situações de desigualdade racial que perpassa nosso país. Muitas questões se colocam: Uma cidadania concedida? Qual era o lugar do negro escravo? Onde está o negro livre? Converse com seus alunos. Sugestão de salas: O Povo Mineiro, História de Belo Horizonte, A Família Mineira, Barroco e Celebrações.
18 – Dia internacional dos museus
Hesíodo na Teogonia (origem dos deuses) traz que, do enlace de Mnemosyne (que é a própria memória) com Zeus nasceram as musas, que são nove, detentoras de todas as artes. Não é fortuita a aproximação etimológica de Musa com música, pois delas advinham a inspiração para o canto do poeta, assim como Museu o templo onde elas residiam, ou o local onde residiam todas as artes. E hoje: Que ideia temos de Museu? Que lugar é esse que nasceu da Memória? O Museu hoje cumpre essa ideia primeira de formação? O que escolhemos para guardar de um povo? Converse com seus alunos. Sugestão de debate: Problematizar o espaço que ocupa o Memorial, assim como as salas de exposição.

Junho

10 – Dia da língua portuguesa
Mário de Andrade, num tom quase caricatural sobre a língua portuguesa afirma: “meigo idioma que, com imperecível galhardia, se intitula língua de Camões”. Camões de fato encontrou “estrela que guiasse seu rudo verso” a terras distantes. No Brasil, todavia, a língua dos brasileiros não roça apenas na língua de Camões, parafraseando Caetano. Ela recebeu influência dos índios, dos africanos, dos imigrantes – que para este território vieram em diferentes momentos históricos. Que língua é essa que fazemos uso diário? Língua como forma de dominação. Língua como forma de resistência. Língua do interior, da cidade. Língua da favela. Língua que é escrita. Língua que não é portuguesa, mas sim brasileira. Converse com seus alunos. Sugestão de salas: Vilas Mineiras, Guimarães Rosa, Caminhos e Descaminhos, O Povo Mineiro e A Fazenda Mineira.
19 – Dia do cinema brasileiro
São estreitas as relações entre o surgimento do cinema – como o da fotografia – e as mudanças sociais e tecnológicas ocorridas pela II Revolução Industrial.
No Brasil, a sétima arte não demorou muito para chegar - as primeiras imagens feitas em território nacional datam do final do século XIX e aqui encontrou-se um território fértil para sua manifestação. Visto de ângulos diferenciados, no seu início acreditavam que o cinema era um veneno para o público; também pode ser visto como fruto direto das transformações da contemporaneidade ou, como formula Walter Benjamin, é fruto de uma “criação da coletividade”. Podemos vê-lo como um artifício da memória, como lazer, como documento, como linguagem, como discurso, como história. Questões diferentes se colocam. Converse com seus alunos. Sugestão de salas: A Fazenda Mineira, Modernismo e A Família Mineira.
21 – Dia do imigrante
O conceito de imigrante relaciona-se ao deslocamento do sujeito de sua terra de origem, visto quase sempre como um deslocamento somente físico; por vezes, atrelado a motivos políticos, religiosos e econômicos. Ampliando esta questão, pode-se relacionar a uma mudança de território no sentido psicológico: de seu ambiente e seu espaço social. O espaço como algo em processo, o território aquilo que se apropria. A visão do lugar ideal, a utopia, o choque. A língua, a barreira política (quase) imperceptível.
Imigração como obstáculo e transposição. Converse com seus alunos. Sugestão de salas: Vilas Mineiras, O Povo Mineiro, A Família Mineira e Guimarães Rosa.

Julho

19 – Dia nacional do futebol
O futebol, assim como outras manifestações culturais - o samba, a capoeira e o carnaval, é visto comumente como parte singular da cultura e da identidade brasileira, podendo também ser tido como objeto de análise de mudanças dentro da sociedade ao longo do tempo. Encarado como passatempo, tradição, instrumento político, arte, profissão e amor, levou o célebre sociólogo Gilberto Freyre a afirmar que no Brasil o futebol se tornou uma verdadeira instituição, aceita pela imprensa, pelo governo, pela Igreja. Afinal, que esporte é esse que estampa nas manchetes dos principais jornais, movimenta a economia, desde grandes setores até vendedores de garrafas d’água no sinal, fecha comércios, paralisa ruas e tem o poder de modificar o tempo e a história? Converse com seus alunos. Sugestão de salas: O Povo Mineiro, História de Belo Horizonte, Sala de Leitura LER+VER.
25 – Dia do escritor
Segundo um dos mais renomados dicionários da língua portuguesa, “Literatura é a arte de compor escritos, em prosa e em verso”. É produto de criação do escritor a partir de seus condicionamentos sociais, de suas dimensões culturais, econômicas e políticas. Qual seria o papel histórico e social desempenhado por este sujeito que está modificando o mundo e sendo por ele modificado a partir da literatura? Converse com seus alunos. Sugestão de salas: Guimarães Rosa, Carlos Drummond de Andrade, Panteão da Política Mineira, Caminhos e Descaminhos, A Fazenda Mineira.

Agosto

03 – Dia do capoeirista
Elevada a patrimônio cultural brasileiro, em 2008, a capoeira faz parte da herança cultural dos negros que vieram para Brasil enquanto força de trabalho escravo. Seu significado se associa à manutenção da memória de um povo que tem como fundamento a oralidade e a expressão por meio do corpo. Para uns, nascida na senzala das plantações de cana de açúcar e café, para outros, símbolo de resistência e liberdade dos quilombos, e tem aqueles que defendem sua gênese como um fenômeno urbano. Etimologicamente, vem do tupi e designa vegetação rasteira ou um tipo de cesto usado para carregar gêneros alimentícios e animais. Capoeira também é esporte, forma de expressão, ensinamento, memória, experiência. No século XIX era crime. Nas palavras de Dias Gomes “com ela nós mandamos ao mundo uma mensagem: que bom se todo conflito, todo litígio, por mais violento, pudesse ser resolvido com música e poesia”. Converse com seus alunos. Sugestão de salas: O Povo Mineiro, Celebrações, História de Belo Horizonte e Vilas Mineiras.
12 – Dia nacional das artes
Segundo Fernando Pessoa, por arte entende-se tudo que nos delicia sem que seja nosso. Do termo latino ars tem-se o significado próximo do resultado prático, o artífice, a técnica, a virtude, o engenho. Por vezes, arte pode opor-se à ciência quando construída a partir da percepção das emoções e ideias, outras, ligada à natureza como princípio. Também se associa ao próprio discurso de domínio religioso, político, profano e numa perspectiva contemporânea, nem sempre se tem o belo como resultado. Converse com seus alunos. Sugestão de salas: Exposições temporárias de arte contemporânea, Sebastião Salgado, Lygia Clark, Vale do Jequitinhonha, Modernismo Mineiro, Corredor das Artes.
22 – Dia do folclore
O escritor mineiro, Marcelo Xavier, certa vez afirmou: “Folclore é o conjunto de coisas que o povo sabe, sem saber quem ensinou”. Folclore é o conhecimento de um povo expresso por meio de suas crenças, de seus provérbios, de sua memória. Em Minas Gerais, essas manifestações estão intimamente ligadas às tradições dos usos e costumes dos indígenas, dos africanos, dos colonizadores portugueses. Influência que está presente no artesanato, nas danças, na música, nas festas populares, nas crenças, na sua identidade social. O folclore é nacional, é regional, é do cotidiano. É expresso de forma individual ou coletiva. Depois das memórias é o que o tempo vem trazer novo sortimento de memórias, como diria Carlos Drummond de Andrade. Converse com seus alunos. Sugestão de salas: Celebrações, O Povo Mineiro, A Fazenda Mineira.

Setembro

10 – Fundação do primeiro jornal do Brasil
Tecnologia, arte, método, escrita, ofício, matéria. A imprensa possui uma multiplicidade de significados e, maior ainda, é sua capacidade de produzi-los. São registros que traduzem muitas visões de processos passados e presentes, podendo ser entendidos como algo que é “a um só tempo, objeto e sujeito da história”. Converse com seus alunos. Sugestão de salas: Caminhos e Descaminhos, História de Belo Horizonte, Sebastião Salgado e LER+VER.
19 – Dia do teatro
O Teatro comporta sentidos cambiantes: é a fragmentação e criação de novas identidades, é o meio de ligação entre o divino e o humano. Como fim, representa, mostra, supri. Em Minas Gerais, nos séculos iniciais da ocupação e organização territorial, assumiu tons diversos, instituindo relações entre diferentes realidades: os ensinamentos do catolicismo, as festividades de cunho profano, as danças populares e os batuques – resultado da junção das tradições europeias, africanas e indígenas. Converse com seus alunos. Sugestão de salas: Vilas Mineiras, Casa da Ópera, A Fazenda Mineira e Celebrações.
21 – Dia do fazendeiro
Fazenda é movimento. Um movimento sulcado na História. O movimento das mãos no trabalho: nas tranças feitas de couro, das mulheres na tecelagem e na roca, no tacho de goiabada, na lavagem das roupas nos rios; movimento de toda a família no casamento da moça mais velha no bordado do vestido; movimento das pernas nas danças populares, nos objetos, nas receitas, no ser – resultado da mistura das tradições indígenas, negras e europeias. Movimento dos viajantes, que levavam o som da viola no improviso da travessia e dos versos. Fazenda é movimento e integração de muitos ofícios. Converse com seus alunos. Sugestão de salas: Caminhos e Descaminhos, O Povo Mineiro, A Fazenda Mineira, A Família Mineira, Guimarães Rosa.

Outubro

12 – Dia da criança
“E eu não sabia que minha história
era mais bonita que a de Robinson Crusoé”
Carlos Drummond de Andrade
As crianças organizam e ordenam o mundo por meio do ato de brincar. Colecionam histórias, tampinhas, narrativas e, por esse processo, ampliam sua percepção do espaço, do tempo, criando seu território. É preciso entender a criança enquanto um sujeito que produz e é movido pela cultura, que passa por processos, que é também, sujeito social. Converse com seus alunos. Sugestão de salas: Vale do Jequitinhonha, Celebrações, Modernismo, Vilas Mineiras e Sebastião Salgado.

Novembro

20 – Dia nacional da consciência negra
Montado num Barão com ar de zote -
Ao rufo do tambor e dos zabumbas,
Ao som de mil aplausos retumbantes,
Entre os netos da Ginga, meus parentes,
Pulando de prazer e de contentes -
Nas danças entrarei cl'altas caiumbas
Luis Gama
Há mais de 40 anos, comemora-se o Dia Nacional da Consciência Negra - data de referência para todos os negros e negras, brasileiros da resistência e conquista de sua ascendência escravizada; a luta para que se mantenha viva a sua história e a transferência de seus costumes, ritos e crenças; um convite à reflexão e discussão sobre temas que tantas vezes foram negligenciados na nossa sociedade. Converse com seus alunos. Sugestão de salas: O Povo Mineiro, Vilas Mineiras, Casa da Ópera e Celebrações.

Dezembro

12 – Inauguração de Belo Horizonte
“Logo se construiu uma ampla cidade de peregrino horizonte, para onde se transportaram os servidores públicos da antiga e mais os pertences de cada um, reinstalados em casinhas que cheiravam a tinta fresca e a ideia de progresso”
A cidade descrita – por esta e tantas outras crônicas de Drummond –, nos revela o projeto da construção da cidade de Belo Horizonte, que recebe, quando em sua inauguração, destaque nacional como a primeira cidade projetada do país, e, sua notoriedade, reforçada por ter sido tutelada pela então recém-instaurada República do Brasil. Antes de se chamar Belo Horizonte, foi Cidade de Minas e a partir de 1901 passa a carregar o nome que exprime suas belezas locais. Inaugurada às pressas, já nasce com uma missão árdua: simbolizar o rompimento com o passado colonial e unir um estado fragmentado cultural e politicamente. Curiosamente, quando em seus anos iniciais, na cidade criada para unificar, a ocupação de seu espaço urbano se deu de forma segregativa. E hoje, como é a ocupação dessa cidade? Belo Horizonte também “são muitas”? Converse com seus alunos. Salas sugeridas: Vilas Mineiras, Panteão da Política Mineira, História de Belo Horizonte, Guimarães Rosa, Modernismo.
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