Política de acessibilidade e inclusão do Memorial Minas Gerais Vale

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Reconhecimento e respeito à diversidade

Ampliação do conceito de acessibilidade – “espaço de todos e para todos” – não apenas como adequação do espaço físico / engajamento da equipe em promover experiências significativas aos visitantes – premissa norteadora do atendimento de qualquer tipologia de público.

Instigando todos os sentidos, considerando as características, potencialidades, dificuldades e os interesses de cada visitante, cria-se o ambiente propício à experimentação e à construção de conhecimento.

A mediação como forma de inclusão.

Gratuidade

O acesso ao Memorial Minas Gerais Vale é gratuito, tanto para visitação, quanto para os eventos previstos na programação.

Estrutura Física

  • Acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida nos ambientes do Memorial.
  • Acesso para usuários de cadeiras de rodas e de carrinhos de bebê pelo portão lateral do prédio (rua Gonçalves Dias), sinalizado, com elevador.
  • Disponibilização de 4 (quatro) cadeiras de rodas em tamanhos diferentes, sendo 2 (duas) para crianças e 2 (duas) para adultos.
  • Elevador para o acesso a todos os andares:
  • Sinalização em braile e alto relevo que indica o andar, tanto nas botoeiras internas, quanto no lado de fora, em cada piso.
  • Anúncio verbal.
  • Dispositivo de comunicação para pedido de auxílio (botão amarelo).
  • Barras de apoio.
  • Bebedouros instalados em todos os pisos, seguindo as normas de acessibilidade.
  • Banheiros em todos os pisos:
  • Adaptados para deficientes físicos, inclusive com espelhos inclinados.
  • De uso individual e sem distinção de gênero.
  • Fraldário disponível (apenas no 1º piso).

Obs.: Como a edificação é tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais – Iepha, as intervenções estruturais e adaptações do espaço são limitadas.

Site e ferramentas digitais

  • Site
  • Construído de forma amigável para utilização de ferramentas de acessibilidade já disponíveis nos navegadores.
  • Permite a navegação por meio de chaves de acesso para pessoas com dificuldade de utilização do mouse.
  • Versão também em inglês e espanhol.
  • Guia multimídia e aplicativo
  • O guia multimídia foi desenvolvido pelo Memorial para melhorar a experiência do visitante no espaço. Está instalado em tablets disponibilizados gratuitamente aos visitantes.
  • Permite a acessibilidade de deficientes auditivos alfabetizados na linguagem convencional (por meio de legendas).
  • Disponível também em inglês e espanhol.
  • Facilita a visitação do público espontâneo, permitindo a escolha de conteúdo e de percursos temáticos.
  • O guia multimídia também tem um conteúdo especialmente produzido para o público infantil, que pode realizar a visita de forma mais interativa. Florinda, a personagem virtual criada para essa versão, acompanha a criança no percurso desenhado especificamente para ela, tornando-o mais divertido e curioso.
  • O visitante também poderá baixar o guia gratuitamente em seu smartphone ou tablet (iOS e Android).
  • Visita virtual
  • Disponível na Internet, a visita virtual promove a inclusão, levando todo o conteúdo do Memorial Minas Gerais Vale, inclusive os vídeos das salas, a pessoas que não podem visitar o espaço em Belo Horizonte.
  • Disponível em cinco idiomas, português, inglês, francês, espanhol e libras, permitindo o acesso do deficiente auditivo alfabetizado na Língua Brasileira de Sinais.

Programação cultural e educativa

O Memorial Minas Gerais Vale tem uma abordagem de conteúdo de programação cultural e de ações educativas para acolher os diferentes públicos.

A proposta tem sido inserir na programação cultural e educativa práticas e ações cada vez mais inclusivas, oferecendo oportunidades iguais de acesso à cultura, independentemente de classe social, nível de escolaridade, idade, gênero, deficiência.

Com essa premissa, o Memorial lançou, em 2017, o Diversidade Periférica – projeto que visa à inclusão na programação de artistas da periferia de Belo Horizonte e RMBH, por meio de uma curadoria formada por agentes dessas comunidades. Em 2018, o projeto realizou 12 apresentações envolvendo 176 artistas e se consolidou como já partícipe do Plano Anual do MMGV.

Assista ao vídeo da Mostra Diversidade Periférica: https://bit.ly/2vrZwZH.

O MMGV participou, desde a sua criação, do projeto Território Negro da Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte, desenvolvendo o eixo temático Africanidades e Memória, além do Africanerê, com abordagem para o público infantil. Em 2016, o Memorial recebeu o Prêmio Ibermuseus pelo projeto Memorial Itinerante Africanidades. E assim itineramos, desde então, pelo interior do Estado, com o total de nove cidades, levando exposição e formação para professores e agentes culturais locais com a discussão sobre as questões étnico-raciais.

Dentro da programação são estabelecidas parcerias e realizados diversos eventos com foco na inclusão. Em 2017, o maior evento da programação do MMGV, o Boa Noite Memorial, teve como tema “A Periferia e sua Diversidade” e, em 2018, a diversidade pautou novamente a programação.

Em relação à inclusão de grupos LGBTQI, diversas ações e eventos compõem a programação do espaço desde 2014, quando foi realizada a exposição Elas Madalenas, de Lucas Ávila, retratando o cotidiano de travestis, transexuais, drag queens e demais pessoas com vivência na transgressão de gêneros, além do I Ciclo Transgressões no Museu, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte (SMED).